Ambliopia

Ambliopia é um termo médico que descreve um desenvolvimento deficiente da visão, sem o olho apresentar anormalidade anatômica aparente. Uma criança ou um adulto com ambliopia tem baixa acuidade visual, mesmo com uso de correção óptica. A palavra vem do grego (ambli - entorpecido + opia - visão), sendo o termo “olho preguiçoso” freqüentemente utilizado como sinônimo.

Em uma criança, o desenvolvimento da visão se dá até aproximadamente os sete anos de idade. Se nesta etapa da vida ocorrerem alterações que impeçam a correta focalização das imagens nítidas na retina, a visão não se desenvolve, tornando-se o olho afetado amblíope.

Causas de Ambliopia

1º) Anormalidades no poder refrativo do olho (falta de óculos). Se uma criança apresenta erros refrativos assimétricos (anisometropia), um dos olhos envia uma imagem clara ao cérebro, enquanto o outro olho envia uma imagem borrada. O cérebro presta atenção à imagem clara e ignora a imagem borrada, o que resulta em desenvolvimento visual deficiente no olho pior.

2º) Estrabismo (olho torto, vesguice ou “zarolho”). A ambliopia causada pelo estrabismo acontece porque os olhos estão desviados, ou para dentro, ou para fora, ou desviados na posição vertical. Nestas circunstâncias a criança poderá enxergar duplo (diplopia) por um breve período, até que o cérebro passe a ignorar ou suprimir a visão de um dos olhos. Quando isso ocorre, inicia-se a ambliopia. Algumas crianças portadoras de estrabismo manterão visão boa em ambos os olhos. Nestes casos usam alternadamente ora um olho, ora o outro.

3º) Opacidades nos meios oculares, como a catarata (opacidade do cristalino), ou alterações, como a ptose (pálpebra caída) congênita, ou outras anormalidades que impeçam a passagem da luz. Nesse caso a ambliopia ocorre pelo desuso do olho.

Tratamento da Ambliopia

O diagnóstico e o tratamento precoce são as chaves para a restauração e preservação da boa visão em crianças. Quando o tratamento é seguido corretamente, sob orientação médica e na época adequada, a cura ocorre na grande maioria dos casos.

O tratamento da ambliopia refracional é feito com óculos, para corrigir o foco anormal, e com a oclusão do olho melhor. Óculos exclusivos nem sempre melhoram a visão do olho preguiçoso. A oclusão é necessária para estimular o cérebro a usar o olho preguiçoso.

O tratamento da ambliopia estrábica é feito ocluindo-se o olho reto para melhorar a visão do olho torto. É preciso ressaltar que o tratamento com oclusão, não alinha os olhos. Para isso, freqüentemente, a cirurgia ou o uso de óculos são necessários.

A causa do tipo mais severo de ambliopia é a catarata congênita. O tratamento é cirúrgico e consiste na remoção da catarata, na correção do foco do olho operado e na oclusão intensiva do olho bom, quando unilateral. O tratamento é normalmente iniciado nos primeiros meses de vida e é continuado ao longo da infância.

O fundamental no tratamento da ambliopia é ocluir o olho bom o máximo de tempo possível. As crianças mais jovens requerem menos tempo de tratamento. Crianças mais velhas, acima de seis anos ou mais, podem requerer meses para restabelecer níveis normais de visão. Nesses casos, muitas vezes, melhoram apenas um pouco sua visão e, ocasionalmente, não melhoram. À medida que a visão do olho preguiçoso vai melhorando, diminui-se, gradualmente, o período de oclusão do olho bom. Uma vez restabelecida a visão, deve ser feita oclusão de manutenção para impedir a visão de deteriorar-se.

A oclusão do olho bom é de difícil aceitação pela criança, que não quer enxergar apenas com o olho ruim. No entanto os pais devem insistir no tratamento oclusivo que é essencial para a recuperação da visão da criança.

Lembrete!

Crianças portadoras de estrabismo, de baixa visão em um ou nos dois olhos, de movimentos anormais do olho, de mancha branca na menina do olho, ou de “alterações” nos olhos e em seus anexos, devem ser encaminhadas o mais cedo possível para um especialista.

Atenção!

Se o olho amblíope não for tratado no momento certo haverá uma perda visual irreversível. E, ao longo da vida. Ninguém está excluído de ter uma doença ocular causadora de baixa visão ou sofrer um acidente no olho bom.

Recomendações

  • Verificação da acuidade visual em idade pré-escolar.
  • Diagnóstico precoce pelo oftalmologista.
  • Inicie precocemente o tratamento.
  • Uso precoce de óculos (não existe idade mínima para o uso de óculos).
  • Persista no tratamento: papel dos pais ou responsáveis.

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