Estrabismo

A maioria dos casos de estrabismo exige tratamento cirúrgico para sua correção. Em grande parte das vezes, a finalidade é estética. Em outros, a cirurgia busca restaurar a visão binocular, com todas as suas vantagens, como a percepção de profundidade (estereopsia) e a fusão das imagens provenientes de cada olho. Em ambas as situações, procura-se promover ou recuperar a ortotropia (olhos paralelos), preferencialmente mantida em todas as posições do olhar.

O tratamento cirúrgico geralmente envolve modificações nos músculos oculomotores, podendo debilitá-los, alongá-los, encurtá-los ou alterar a orientação de seu plano de ação. Em alguns casos, também pode haver intervenção na conjuntiva e nas fáscias oculares.

Antes da cirurgia, é fundamental considerar fatores que podem interferir no resultado. Situações como baixo potencial de fusão, correspondência sensorial anômala, altos erros refracionais, ambliopia severa não tratável, lesões oculares irreversíveis ou danos cerebrais graves tornam os resultados menos previsíveis. Por outro lado, quando há boa acuidade visual e ausência dessas alterações, a chance de sucesso aumenta significativamente.

A possibilidade de reoperação está sempre presente, seja para melhorar a estética ou a visão binocular. Embora seja uma situação frustrante tanto para o paciente quanto para o cirurgião, ela pode ser necessária, já que o sucesso depende não apenas da habilidade médica, mas também das características do desvio ocular.

A Cirurgia

Após a definição do plano cirúrgico, a intervenção pode ser realizada sob anestesia geral, em crianças, adultos ansiosos ou não cooperativos, ou sob anestesia local, seja bloqueio peribulbar ou anestesia tópica, especialmente nos casos de cirurgia reajustável.

Pós-operatório

  • O curativo inicial deve ser mantido por 24 horas.
  • Após sua remoção, recomenda-se o uso de colírio de corticoide e antibiótico por 7 a 15 dias, além de analgésicos para dor.
  • Compressas frias, com 3 a 4 pedras de gelo picado em saco plástico envolto em pano, por 20 minutos a cada 4 horas, ajudam a reduzir dor e edema nas primeiras 24 horas.
  • Lacrimejamento, irritação, ardência e sensação de corpo estranho são comuns na primeira semana, devido aos pontos conjuntivais e à inflamação decorrente do trauma cirúrgico.
  • Em geral, o olho reassume aspecto normal ao final da segunda semana.

Cuidados

O pós-operatório da cirurgia de estrabismo costuma ser tranquilo, já que a intervenção envolve apenas tecidos perioculares, como músculo, fáscia e conjuntiva, sem afetar diretamente o interior do olho. Assim, a acuidade visual permanece inalterada.

Recomendações principais:

  • Evite tocar ou coçar os olhos.
  • Não utilize lenços de pano para secar o lacrimejamento; prefira gaze, algodão ou lenço de papel descartável.
  • Use óculos escuros durante o dia, caso haja sensibilidade à luz.
  • Procure manter os olhos voltados para frente. Pequenos movimentos não causam problemas, mas evite olhar em posições extremas, laterais ou verticais, que podem aumentar a tração sobre as suturas musculares.
  • Se necessário, limpe o olho operado com soro fisiológico ou água boricada.
  • Os pontos não precisam ser retirados, pois são absorvidos ou caem espontaneamente.
  • Não há restrições quanto à dieta ou atividades leves. O bom senso deve guiar o paciente.

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