Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI)

A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) continua sendo uma das principais causas de perda da visão central em pessoas acima de 50 anos. A doença compromete a mácula, região da retina responsável pela visão detalhada e em cores, tornando tarefas simples como leitura e reconhecimento de rostos cada vez mais difíceis. Hoje, os tratamentos mais eficazes envolvem injeções intraoculares de medicamentos anti-VEGF (como Lucentis, Eylia e Vabysmo), suplementação AREDS2 para casos secos e acompanhamento precoce com exames modernos como a tomografia de coerência óptica (OCT).

O que é a DMRI

  • Local de impacto: mácula, região central da retina responsável pela visão detalhada e em cores.
  • Tipos:
  • Seca (atrófica): mais comum (70–90% dos casos), evolução lenta, associada ao acúmulo de drusas.
  • Úmida (exsudativa): menos frequente (10–15%), mas causa perda visual mais rápida e grave devido à formação de vasos anormais.

Sintomas

  • Perda da visão central (dificuldade para ler ou reconhecer rostos).
  • Distorção de linhas retas (metamorfopsia).
  • Esmaecimento das cores.
  • Escotoma central (mancha escura no campo visual).
  • Alteração no tamanho percebido dos objetos.

Diagnóstico Atualizado

  • Exames essenciais:
  • OCT (Tomografia de Coerência Óptica): detecta alterações precoces da mácula.
  • Retinografia e mapeamento de retina.
  • Tela de Amsler: avalia distorções visuais.
  • Angiografia fluoresceínica: identifica vasos anormais.

Tratamentos Atualizados

  • DMRI Seca
  • Não há cura comprovada.
  • Suplementação AREDS2: vitaminas C, E, zinco, cobre, luteína e zeaxantina ajudam a retardar a progressão.
  • Estilo de vida saudável: dieta rica em vegetais de folhas verdes, frutas e peixes; evitar tabagismo e controlar hipertensão e colesterol.
  • DMRI Úmida
  • Injeções intraoculares de anti-VEGF: Ranibizumabe (Lucentis), Aflibercepte (Eylia HD), Faricimabe (Vabysmo).
  • Bloqueiam a proliferação de vasos anormais e reduzem o edema macular.
  • Resultados: estabilizam ou melhoram a visão em grande parte dos pacientes.
  • Tratamentos antigos (laser, terapia fotodinâmica, TTT): hoje são menos utilizados, substituídos pelas injeções anti-VEGF.

Em resumo: A DMRI exige diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo. Para casos secos, a suplementação e hábitos saudáveis são fundamentais; já para casos úmidos, as injeções anti-VEGF representam o padrão-ouro atual. Consultas regulares ao oftalmologista são indispensáveis para preservar a visão e garantir qualidade de vida. Em nossa clínica, dispomos de um departamento especializado em retina e vítreo, com rotina consolidada de aplicação de injeções intraoculares anti-VEGF, que representam o padrão-ouro no tratamento da DMRI úmida.

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